A prática abrangente de Jarbas Lopes (Nova Iguaçu, Brasil, 1964) passeia por pintura, escultura, desenho, livros de artista, instalações e performance. Formado em Escultura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1992, Lopes desenvolve uma produção que frequentemente propõe a participação ativa do público e que valoriza o fazer manual, o pensamento artesanal e os processos colaborativos.

 

Seu trabalho se caracteriza por projetos sensoriais e utópicos, que muitas vezes operam à margem dos parâmetros do mercado e sugerem novas formas de convivência e organização social. Nessas experiências, o público é convidado a tocar, segurar, movimentar e interagir com as obras, transformando-se em participante ativo do processo artístico. Em sua trajetória, o artista têm investigado as possibilidades de encontro entre arte e vida, criando obras que propõem trocas simbólicas, envolvimento comunitário e a invenção de novos modos de viver neste mundo.

 

Entre suas exposições individuais, destacam-se: poeta-poeta, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro (2024); Jarbas Lopes: eixos, Pinacoteca de São Paulo (2023); Lua/Luta, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2023); Gira, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro (2022); XXXY, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2017); Circulovisão, Luisa Strina, São Paulo (2017); e a u, CRAC Alsace, Altkirch, França (2017); Elastica, Galeria Andrea Baginski, Lisboa, Portugal (2015); A Line, Jack Tilton Gallery, Nova York (2013); Park Central, Tilton Gallery, Nova York (2010); Cicloviaérea, Museo Nacional de Belas Artes, Santiago, Chile (2010).

 

Exposições coletivas de destaque: Forrobodó, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2023); Bum bum praticumbum, A Gentil Carioca, São Paulo (2021); Samba in the Dark,  Anton Kern, Nova York (2020); O Que não É Floresta É Preso Político, Galeria Reocupa, São Paulo (2019); A Burrice dos Homens, Galeria Bergamin & Gomide, São Paulo (2019); Via Aérea, Sesc Belenzinho, São Paulo (2018); BOA SORTE com os vossos esforços naturais..., Fórum Eugénio de Almeida, Évora, Portugal (2017); Homo Ludens, Luisa Strina, São Paulo (2016); A Cor do Brasil, Museu de Arte do Rio (MAR) (2016); Brazil, Beleza?!, Museum Beelden aan Zee, Haia, Holanda (2016); 32º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna, São Paulo (2011); Law of the jungle, Lehmann Maupin Gallery, Nova York (2010).

 

Ganhou o Prêmio Marcantonio Vilaça (2010); Corocoro, Brasil (2008); bolsa do Miami Art Central Debuts Fellowship Program, Miami, EUA (2005); Prêmio de Aquisição no XVI Salão Nacional de Artes Plásticas - Funarte, Rio de Janeiro (1998); 1º Prêmio do 25º Salão de Arte de Belo Horizonte, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (1997); 1º Prêmio da Associação Brasileira de Artes, São Paulo (1997); e Prêmio Aquisição do XXV Salão Nacional de Artes de Belo Horizonte (1997).