Pablo Accinelli (Buenos Aires, 1983) articula perguntas sobre linguagem, função e percepção usando meios como o desenho, a escultura e a instalação, além de ferramentas da geometria e uma abordagem arquitetônica da forma. Seus trabalhos propõem sistemas visuais que oscilam entre o literal e o metafórico, o objeto e sua representação, o uso e a observação, investigando as estruturas que moldam nossos modos de ver, habitar e interpretar o mundo.

 

Os modelos do artista remetem a sistemas mais amplos — sociais, simbólicos ou espaciais — e desafiam as fronteiras entre o banal e o conceitual. Sua obra tem como matéria-prima elementos ordinários e funcionais, como clipes de papel, cabos de vassoura, chaves e cadeados, que são deslocados do uso comum. Muitas vezes, esses objetos parecem estar à espera de algo ou alguém, evocando situações de suspensão, de presença silenciosa e de expectativa. 

 

O conjunto de seus trabalhos forma um campo expandido de significados, no qual o que está presente é tão importante quanto o que permanece oculto ou ausente. Entre ideias de camuflagem e presença, gesto mínimo e raciocínio especulativo e a noção de elasticidade — tanto dos objetos quanto do espaço —, a obra de Pablo Accinelli questiona o valor simbólico das coisas, seus modos de uso e os sistemas que as organizam. Seus trabalhos são, ao mesmo tempo, exemplos e perguntas; convites à atenção, à suspensão e à experiência de ver com outra lente aquilo que está — e sempre esteve — à nossa volta, preservando a aparência de algo visto pela primeira vez.

 

Exposições individuais incluem: Destino común, Sala Gabriela Sabatini, Buenos Aires, Argentina (2025); Destino común II, Galería Bruno Murias, Lisboa, Portugal (2024); Destino común, Galería Campeche, Cidade do México, México (2024); O Canto dos Sapos, Luisa Strina, São Paulo, Brasil (2023); El canto de los pájaros, Galería Crisis, Lima, Peru (2023); Entes y serpientes, Galería Isla Flotante, Buenos Aires, Argentina (2022). Alegrías, Galería Bruno Murias, Lisboa (2021); Núcleo, Museu Lasar Segall, São Paulo (2019—2020); Duraciones, Galería Bruno Murias, Lisboa (2018), Nubes de paso, MALBA Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, Argentina (2016).

 

Exposições coletivas incluem: What Are You Thinking, Portikus, Frankfurt (2025); Form and Volume, Galeria Cristina Guerra, Lisboa (2019); No habrá nunca una puerta. Estás adentro, Fundación Santander, Madrid, (2018), ‘Por Aqui Tudo é Novo’, Inhotim (2016); United States of Latin America, MOCAD Museum of Contemporary Art Detroit (2015); Future Light - Escaping Transparency (parte da Bienal de Viena), MAK Vienna (2015); Extension du domaine du jeu, Nouveau festival - 6e édition, Centre Georges Pompidou, Paris (2015); ‘Video universe - The magic of images’, LABoral Centro de Arte y Creación Industrial, Astúrias (2014); Level One, Gb Agency, Paris (2013); When Attitudes Became Form Become Attitudes, Museum of Contemporary Art Detroit (2013); A iminência das poéticas, 30a Bienal de São Paulo, Brasil (2012). 

 

Coleções públicas das quais seu trabalho é parte incluem: CACI Centro de Arte Contemporânea Inhotim, Brasil; Kadist Collection, França; MALBA, Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, MACBA, Museo de Arte Contemporáneo de Buenos Aires, MAMBA Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, Argentina; Ca2m (Centro dos de Mayo) Mostoles, Madrid, Espanha; CIFO Foundation, EUA, Zabludowicz Colection, Reino Unido.