O trabalho de Bernardo Ortiz concentra-se na exploração do desenho em suas condições materiais e conceituais. O artista abdica de imagens miméticas do mundo para ressaltar os efeitos minúsculos das coisas e dos acontecimentos. Interessam-lhe o percurso, o transitório, o desenho como caminho e tudo o que envolve esse fazer.
Nos últimos anos, o artista tem se dedicado ao estudo de diagramas e notações, desenvolvendo uma pesquisa situada na interseção entre desenho, escrita e pensamento sistemático. Desse processo emerge uma série de exposições e publicações que examinam as tensões entre o visível e o invisível, entre presença e ausência.
Nascido em Bogotá, em 1972, onde vive e trabalha, Ortiz graduou-se em Artes Visuais na Universidad de los Andes (Bogotá, 1995) e obteve mestrado em Filosofia pela Universidad del Valle (Cali, 2002). Suas exposições recentes incluem individuais na Luisa Strina (São Paulo, 2026 e 2017); Casas Riegner (Bogotá, 2024 e 2019); Alarcón Criado (Sevilha, 2023 e 2020); Siobhan Davies Studios (Londres, 2019); e no Museo de Arte Moderno de Buenos Aires (2016), entre outras.
Já participou de mostras internacionais como a Bienal de Sydney (2016), a Bienal de São Paulo (2012) e a Bienal de Lyon (2011). Seu trabalho integra importantes coleções, como as do MoMA (Nova York), Tate Modern (Londres), Centre National des Arts Plastiques - CNAP (Paris) e Deutsche Bank (Berlim), entre outras.
Além de sua produção artística, Ortiz também participou de projetos editoriais e curatoriais. Entre 1995 e 2007 foi coeditor da revista Valdez, selecionada para a Documenta Magazines em 2007. Também atuou como cocurador em mostras como a 7ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2009) e o 41º Salón Nacional de Artistas (Cali, 2008). Sua produção escrita inclui textos críticos e teóricos publicados em diversas plataformas internacionais, como e-flux e OEI.
