Baseada em uma abordagem conceitual, a prática de Ilê Sartuzi envolve objetos escultóricos e pictóricos, imagens em movimento, instalações mecatrônicas, situações no tempo e no espaço, gestos e contratos, além de truques e peças teatrais.

 

Suas obras animam narrativas e elementos estruturais, muitas vezes imbuídas por uma dimensão teatral, na qual objetos e instalações encenam coreografias por meio de movimentos mecânicos. Mais recentemente, procedimentos de desorientação e prestidigitação passaram a integrar sua prática, com especial interesse na investigação das infraestruturas institucionais, bem como em questões relacionadas à circulação e ao valor no sistema da arte e às especificidades dos contextos em que cada trabalho se insere.


Tensionando opacidade e transparência, materialidade e especulação, o artista busca tornar perceptível o funcionamento de diferentes sistemas, suas lógicas internas e as relações de poder que os atravessam.


Graduado pela USP - Universidade de São Paulo (2019) e com mestrado pela Goldsmiths - University of London (2024), Sartuzi recebeu o Prêmio PIPA (Brasil, 2021) e o Prêmio da Bienal de Artes Mediales (Chile, 2022). É um dos criadores do espaço independente arte_passagem que atuou em São Paulo entre 2018 e 2022.


Suas exposições e projetos individuais incluem: Contrato, Luisa Strina (São Paulo, 2025); A CRIME, A CONFESSION AND A TRADE, NıCOLETTı (Londres, 2025); Truque, MAC-USP (São Paulo, 2025); Vaudeville, Pedro Cera (Lisboa, 2023); cabeça oca espuma de boneca, SESC Pompeia (São Paulo, 2022); A. E A de novo, auroras (São Paulo, 2021); entre outros.


Participou de exposições coletivas em instituições como Kunstverein Ludwigshafen, (Alemanha, 2025); Austrian Cultural Forum (Londres 2024); Pinacoteca do Estado de São Paulo (2021, 2023); Videobrasil (São Paulo, 2021); Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, 2022); BIENALSUR (2021); Instituto Moreira Salles (2020); entre outras. Seu trabalho esteve em destaque em alguns dos principais jornais e publicações de arte como o The New York Times, The Guardian, Frieze, The Art Newspaper, ArtReview, Artforum, Folha de São Paulo, entre outros, e está presente em coleções públicas e privadas como as da Pinacoteca do Estado de São Paulo, a coleção moraes-barbosa, o Instituto PIPA, Videobrasil e do British Museum.